
Na última segunda-feira (14), um áudio vazado do conselheiro da Lusa José Tavares circulou em diversos grupos de torcedores lusitanos, e neste áudio, o conselheiro comenta sobre um plano para tirar Antônio Carlos Castanheira do poder para que a oposição assuma o clube.
No geral, o conselheiro citou alguns nomes que estariam envolvidos no plano, como o outro conselheiro Armando Gonçalves, que apresentou a proposta de remodelação do estádio e do CT, do ex-vice de futebol Beto Cordeiro, que está participando da comissão que analisa o balanço de 2023, o candidato a presidência da oposição Fernando Tomé, Marcos Lico, presidente da Assembleia do clube e Renato Evaristo, vice-presidente da Lusa na gestão de Alexandre Barros.
Foi estabelecido um prazo para tirar Castanheira do poder (30 de outubro), isto porque Barba (José Tavares) afiram que a “revanche” de Beto Cordeiro não pode ser deixada para o ano de 2025.
José também falou diversas ideias absurdas, como uma peneira que seria realizada para escolher 11 jogadores titulares no Paulistão 2025, além de afirmar de que a SAF seria assinada rapidamente após a saída de Castanheira e que o grupo criaria um espécie de “vaquinha” para arrecadar R$7.000.000 que seriam passados para o futebol, e depois, iam ser repassados aos doadores com juros. Confira a declaração de Barba nos áudios:
“A gente tem que ver o lado também do Armando, do Nando (Fernando Tomé), do Marcos Lico e, principalmente, do Beto Cordeiro. Eles estão correndo atrás para os interesses, principalmente deles, do Beto Cordeiro, que quer uma revanche. E nós temos que respeitar a vontade deles. Eles estão fazendo todo um planejamento para tirar o homem (Castanheira). Eu acho que a gente não pode se acovardar e deixar eles na mão. Não deixar para o ano que vem. Eu acho que se cair na mão, dentro do planejamento com Armando e com Nando tão colocando, até dia 30 de outubro tem tempo suficiente sim de fazer uma peneira, pelo menos em 11 jogadores titulares, um gerente ou um supervisor aí para correr atrás, entendeu? Acho que dá para a gente. Vamos pegar esse desafio, gente. Ou a gente tem capacidade ou não. Eu acho que isso aí vai também motivar ou acelerar a SAF da Portuguesa quando a gente estiver lá dentro. E lembrando que o Armando disse que, a partir do momento que eles assinarem o contrato, em três meses, eles põem dinheiro na Portuguesa, começa a injetar dinheiro no clube. Então isso aí vai, de repente, o Nando (Fernando Tomé) ou alguém aqui faz uma caixinha gorda, a gente atinge aí os cinco, seis, sete milhões de reais e depois, quando esse dinheiro aporte vier, a gente devolve com juros, correção monetária. Eu acho que a gente não pode deixar o Armando em uma dessa, o Beto Cordeiro na mão, ok? É um desafio, principalmente para os homens do futebol. O Renato Evaristo (vice presidente de futebol na gestão Alexandre de Barro) é muito consciente nas afirmações que ele está colocando. Ele é muito responsável, diz que é um perigo enorme, não é? Mas a gente vai ter que entrar de sola se o Armando e o Beto Cordeiro e o Nando e o Marcos Lico conseguir tirarem o Castanheira. Agora, naquelas condições, gente, tem que ter garantias de renovação. Seriam uns três anos de mandato mais esse ano, sempre nos protegendo, porque em um ano pode dar m**da e vir alguém aí se aproveitar”.
Após o vazamento destes áudios, Fernando Tomé divulgou uma nota desmentindo as falas de José Tavares e negou ter laço político com qualquer grupo e afirmou ter laço apenas com a Portuguesa de Desportos. Confira a nota divulgada pelo líder da oposição:
Eu, Luís Fernando Tomé, como liderança de um grupo de Oposição da Associação Portuguesa de Desportos, venho por meio desta carta aberta lamentar e repudiar veementemente um áudio que circula nos grupos de Whatsapp onde o Conselheiro José Tavares faz menções a pessoas e fatos políticos de nosso clube.
Neste áudio ele cita nomes fortes e de decisão como Marcos Lico, Dr. José Roberto Cordeiro, meu nome e do Conselheiro Armando Gonçalves que trás ao clube uma possibilidade de ressurgimento de nosso clube e time de futebol em um projeto factível e real onde há uma carta de intenções já enviada aos Presidentes dos Poderes do Clube no qual demonstra interesse na parte imobiliária do clube e no Futebol. Não tendo nenhum laço político com qualquer grupo do clube, temos sim laço com a Instituição Associação Portuguesa de Desportos.
Nosso grupo lamenta dados vazados pelo Conselheiro citando valores e datas de aportes financeiros vindo deste Projeto. Ressaltamos que apoiamos todo e qualquer Projeto sério, idôneo e que seja capaz de alavancar e salvar nosso clube que se encontra em um estágio onde ninguém gostaria que ele estivesse. Para nós, tanto faz se o Projeto seja de um Conselheiro ou até mesmo da Diretoria Atual, no caso o Projeto apresentado pela atual Diretoria no COF foi rejeitado por unanimidade, porém, não sabemos qual foi nem os termos que a fizeram ser rejeitadas.
Estamos e estaremos sempre dispostos a atuar pelo bem de nossa Associação, defendendo o certo e rechaçando o errado como fazemos nesta carta. Queremos que a Portuguesa seja conduzida de maneira série e correta, que o Balanço do ano de 2023 que foi reprovado pelo COF e Conselho seja refeito o mais breve possível para que tudo volte à normalidade Estatutária.
E por fim, o grupo de pessoas citadas pelo conselheiro José Tavares, eu Luís Fernando Tomé, Dr. José Roberto Cordeiro, Armando Gonçalves e Marcos Lico, se uniram, de forma independente, sem qualquer viés político, com o único intuito de buscar alternativa financeira real e estruturada, no afã de trazer a Associação Portuguesa de Desportos ao lugar de destaque dentro do cenário esportivo nacional e internacional. Desta forma, os mesmos repudiam as manifestações, que de forma vil e mentirosa o Sr. José Tavares propagou através de áudio nos grupos de WhatsApp e mídias que cobrem o clube, as quais nem de longe configuram as verdadeiras intenções daqueles que ainda acreditam e trabalham em prol de uma Portuguesa forte e vencedora.